sábado, 1 de janeiro de 2011

injúrias

invencível é o pecado humano e belo.
a jaula, a cerca, a perseguição,
a condenação dos outros nada podem contra ele.

ele instala nas mentes prazeres universais
e leva nossos olhos, nos faz destruir verdade e justiça,
e a laudar a mentira e a iniquidade.

ó, quem matou a liberdade?
quem a ergueu acima de si mesma?
quem trouxe o desespero ao mundo dos prazeres?
quem traiu a esperança?

mataram a liberdade do judeu e do nazista,
do pobre e do rico.

a liberdade é o ofício comum do mundo,
é dela que as balbúrdias nascem.

justas palavras claras atormentam os simples
que só querem o prazer.

nada é novo sob o sol,
todos queremos foder nossa cama,
destilar nosso fígado
e envenenar nossos pulmões.

por que não nos deixam envenenar nossos pulmões?

estátuas filosóficas exaltam o que o animal rejeitou,
buscam aquilo que não nasceu do homem,
mas de algum demônio maldito, ao qual chamam bem absoluto!

a natureza lamentou o nascimento do justo,
ela chora ainda a gênese dos fracos:
são os fortes que ela quer, são os aptos,
e os demais, que pereçam no inferno das virtudes!

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não sou poeta maldito, mas amaldiçoo todos os que lerem e não comentarem [risos] calma, podem comentar a vontade